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[Review] Magpul PTS RM4 Scout ERG

Libensborn

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em: Março 13, 2014, 00:54:51 am

Sendo esta a minha mais recente aquisição, e como não vi ainda nenhum review acerca desta réplica em português, resolvi colocar aqui o que achei acerca da Magpul PTS RM4 "Scout".


Primeiro alguns detalhes técnicos:


Calibre - 6mm   
Capacidade dos magazines - 30/60 BBs   
Motor - Kinetic Feedback System [KFS]   
Bateria - 11.1v 15c Li-po/Li-Fe   


Dimensões:


Comprimento do cano interno: 395mm
Diâmetro do cano interno: 6.05mm
Comprimento do cano externo: 36,83cm
Comprimento total (coronha recolhida): 78,74cm
Comprimento total (coronha expandida): 87cm


Performance:


Rate of fire: 14+ RPS
Velocidade: 112-118 MPS [370-390 FPS/1.27 - 1.41 Joules respectivamente]


Características:


Upper Receiver full metal
Lower Receiver full metal
Hop-up Ajustável (pois claro lol)
Gearbox 3GX
Bucking 2G de alta performance
Sistema mecânico/eléctrico de "cut-off" (este sistema será explicado mais á frente)
Magpul PTS RM4 PMAG
Magpul PTS lower receiver
Guarda-mãos Magpul PTS MOE
Magpul PTS MOE grip
Magpul PTS MOE stock
Mira traseira Magpul PTS MBUS
Selector de tiro Semi-automatica e automatico


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Tabela de conteúdos:


Introdução
Informação básica
Primeiras impressões
Acessórios incluidos
Especificações
Partes externas
Trademarks
Carregadores
Performance
Partes internas
Modificações
Pros/Contras
Sumarização


Introdução:


Ora bem, pelo que li acerca do fabrico desta réplica, a Magpul PTS associou-se com a KWA para produzir uma réplica de treino profissional, inclui um conjunto de características interessantes repleta de acessórios Magpul PTS.


O modelo RM4 ERG é o fruto dessa parceria, e este modelo em particular é a variante "Scout" (também está disponível a versão CQB, que é ligeiramente mais curta por razões óbvias). A lista de características que conferem a esta réplica o titulo de PTS (Professional Training and Simulation) inclui:


- Blowback (não é EBB, trata-se mesmo de um blowback genuíno);
- Carregadores com um sistema que alimenta até á última BB;
- Sistema electrónico de "cut-off" que impede a réplica de disparar quando está sem BBs.


Informação básica:


Como já foi dito anteriormente, a RM4 é uma AEG especializada e centrada na plataforma ERG (Electric Recoil Gun) da KWA. Equipada com um corpo Magpul em metal, e todos os acessórios são MOE, é uma arma de sonho para qualquer amante da marca Magpul (tal como eu agora me tornei num :p ). Embora a gearbox tenha um design invulgar, retém a capacidade de utilizar carregadores STANAG, perdendo no entanto algumas das suas funcionalidades de simulação. O melhor aspecto desta réplica é o blowback, que irei falar mais á frente.


Primeiras impressões/Embalagem:


A RM4 vem numa caixa castanha com gráficos a laranja e preto e uma pega em plástico integrada na mesma. A réplica está envolvida em espuma recortada com o formato da réplica e dos acessórios correspondentes. Tudo permanceceu no seu devido lugar durante o envio, tal como deveria, embora a réplica tenha chegado com o guarda-mãos lascado na ponta, e á data já foram feitos contactos para o mesmo ser substituido. Mas assim que abri a caixa os meus olhos foram logo atraídos para aquele belo corpo Magpul, e quando a tirei da caixa não fiquei em nada desapontado com a sensação de a segurar e com peso.





Acessórios incluidos:


Juntamente com a réplica, está incluido um manual, um tubo/vareta de carregamento para as BBs, uma vareta de limpeza, protecção do carregador e uma protecção para a ponta do cano. Não traz bateria/carregador incluídos.


Especificações:


Peso: 3.35 Kg (aprox.)
Comprimento: 78cm – 87cm
Largura: 6cm
Altura: 26cm
Comprimento da extensão da coronha: 26cm – 34cm


Partes externas:


A RM4 tem um visual deslumbrante com os acessórios das AR's reais da Magpul. É uma réplica em full metal, em que as únicas partes em ABS são as mesmas presentes na arma real. O corpo tem um acabamento em preto "mate", e os acessórios em ABS combinam na perfeição.





A coronha é Magpul PTS MOE, montada num buffer tube em metal com 6 posições. O buffer tube tem um desenho especial para alojar o motor que proporciona o blowback. Removendo o buffer tube também removemos a guia de mola, permitindo a mudança de mola com relativa facilidade. Na base do buffer tube temos um sling mount ambidextro.





Depois notamos o lower receiver com design Magpul com um trigger guard integrado. A sua construção é em metal e os trademarks da Magpul estão bem moldados no mesmo, o que é um bónus na aparência da réplica. O upper receiver é basicamente igual ao de qualquer outra M4. A réplica vem equipada com um sistema que permite que o bolt catch permaneça recolhido quando puxamos a culatra, permitindo que se ajuste fácilmente o hop-up. O bolt em si não faz blowback, nem se move durante o disparo (sim eu sei, faltava esse pormenor).






Trademarks:


Podem ver que a PTS deu uso aos seus contactos com a Magpul para um efeito máximo, pois incorpora partes legalmente licensiadas pela Magpul por toda a réplica. O receiver, coronha, guarda-mãos, carregador e mira traseira estão todos devidamente licensiados e têm as marcas que o transmitem.


O grip é Magpul MOE e encaixa perfeitamente na minha mão. Tem um parafuso de base larga e plana para um fácil ajuste da altura do motor. Os controlos são bastante "standard", com um switch selector do lado esquerdo, o magazine release do lado direito, e o bolt catch do lado esquerdo, que serve para soltar a culatra como para fazer um "reset" á réplica após ser inserido um novo carregador.





A seguir ao receiver, temos o guarda-mãos Magpul MOE. O guarda-mãos é muito confortável e existem diversas opções para adicionar rails se quisermos colocar acessórios na réplica. Também funciona como compartimento da bateria, visto que a réplica tem a cablagem á frente, e como tal as opções da bateria são algo limitadas. A réplica tem um falso sistema de escape, pelo que não podemos instalar a bateria no topo do interior do guarda-mãos, apenas na parte inferior.





O cano exterior é feito inteiramente de metal. É um cano extremamente solido e termina num muzzle com rosca de 14mm CCW.





A mira frontal de metal é o típico triangulo de metal com elevação ajustável. A mira traseira é uma Magpul Gen 2 MBUS ajustável. Quando está em baixo passa despercebida e tem um low profile que permite a utilização de um red dot ou scope. Tem um botão ambidextro e facilmente fica em posição. Todo o upper receiver tem um rail com 20mm no topo, portanto é bastante fácil montar ópticas na RM4.





Carregadores:


O magazine incluído é de design especial que permite o comportamente realista desta réplica. O pefil é muito similar ao de um carregador de uma AR real quando comparados com os carregadores de outras AEG. É um design PMAG, real/midcap, com uma capacidade intermutável de 30 ou 60 BBs, acessivel através de um "interruptor" localizado no interior do corpo do carregador. O carregador tem uma pequena vareta extensivel que permite ao mesmo alimentar até á última BB, e não deixa que as BBs saiam quando se muda o carregador!





Quando este carregador fica sem BBs, a réplica não dispara até que se mude de carregador, e de seguida se pressione o botão do bolt release no lado esquerdo do receiver. Existem carregadores suplentes, e para a qualidade deles não são muito caros!


Apesar deste design especial, a réplica aceita praticamente todos os carregadores STANAG das AEG. A única diferença é que perde a funcionalidade de alimentar as BBs até ao fim devido á falta da vareta extensivel no seu interior, e a réplica não parará de disparar quando as BBs acabarem.


Performance:


A consistência dos FPS foi bastante boa, com um desvio muito baixo.


O ROF irá obviamente variar consoante a bateria que usamos. Num teste que não é da minha autoria, com uma bateria Lipo 11.1v 20C 1000 mAh, foram medidos 15 RPS utilizando o Audacity. Segundo o autor do teste, não é o ROF mais rápido que já se viu, mas ficariamos surpreendidos com o quão rápido parece com a arma a "pontapeár-nos" o ombro a cada disparo...e posso comprovar que é verdade.


A distância e a precisão foram as esperadas com um bucking 2G numa réplica a disparar a esta velocidade. Surpreendemente, o blowback AFECTA a precisão, principalmente quando se dispara de uma posição em que a arma não está devidamente suportada...tal como nas armas reais.


O blowback é dificil de descrever, nas EBBs parece que temos um telemóvel a vibrar na réplica, mas isso não foi o que senti. Podemos mesmo sentir o peso de toda a arma a recuar a cada disparo. É o suficiente para se sentir abanar toda a réplica, principalmente quando se dispara em full auto. Diria que estão a par com GBBs, mas não será certamente a mesma força que se sentiria numa AR real.


Partes internas:


Esta secção não é da minha autoria visto que ainda não desmontei a réplica e não tenho um conhecimento profundo dos seus componentes, pelo que procurei um review completo relativamente a este aspecto.


Citar
"Aceder á gearbox é relativamente simples, seguindo o procedimento das tradicionais M4. A grande diferença é que será necessário remover o buffer tube desapertando o anel que o segura, puxando o sling mount para trás, e desapertando o buffer tube em si. Fazer isto irá remover o sistema que possibilita a fácil troca da mola, assim como todo o sistema que permite á arma simular o recuo.


Lado direito da GB
Lado Esquerdo da GB
Remoção do sistema de blowback/mudança rápida de mola
Sistema de blowback inserido no buffer tube




Antes de se abrir a gearbox, notamos os grandes ball bearings, que parecem ser de 8mm de diâmetro. Notamos também que o design da gearbox é peculiar com muitas zonas reforçadas para prevenir qualquer rachadela.


Rolamentos e outros mecanismos da GB


Dentro da gearbox encontraremos roldanas em aço, um pistão com um dente em metal, cabeça de pistão em metal, cilindro, e cabeça de cilindro em polimero. O tappet plate e o air nozzle parecem ser patenteados pela KWA. Estranhamente, a réplica tem uma fraca selagem de ar, contudo, a consistência de disparo é fantástica. É uma anomalia estranha, e seria interessante ver o que faria com uma selagem de ar bem feita. Também não havia shims instalados, mas tudo estava muito bem montado.


Interior da GB
Gears em metal
Sistema de gatilho
Pistão
Invólucro do cilindro
[size=78%] Cabeça do cilindro


Esta réplica tem um "one-piece" hop-up ajustável rotativo que é produzido de um material polimero. Tem um bucking 2G dividido, o que deu uma grande precisão e consistência. O cano interno vem listado como sendo de 6.05mm e tem 395mm de comprimento, o que é um comprimento estranho para uma réplica equipada com um cano externo de 36cm.


Cano e hop-up
Bucking 2G da KWA


A RM4 tem um motor comprido, portanto é fácil fazer upgrades. Está marcado como KWA High Torque, mas não oferece muita resistência quando o rodamos á mão."


Motor
[/size]
[size=78%]
Modificações:


As modificações externas são fáceis de fazer, visto que utiliza praticamente todos os acessórios que todas as outras M4. O único aspecto que "estraga" uma ou outra modificação é ter a cablagem á frente, por causa do sistema de blowback que ocupa o buffer tube. Adicionar um RIS irá provavelmente obrigar a usar uma caixa externa para a bateria.


As modificações internas irão depender do que se quer fazer com eles. Utiliza componentes de uma gearbox V2, e tudo o resto faz parecer que aguentará a força de molas mais fortes, etc.


Pros:


- Acessórios Magpul de alta qualidade por toda a réplica
- Corpo Magpul em full metal
- Blowback que parece autêntico
- Componentes internos de alta qualidade
- Performance consistente
- Design do carregador permite alimentar todas as BBs
- O cutoff quando o carregador está vazio funciona muito bem e adiciona realismo


Contras:


- Espaço limitado para a bateria, é necessário utilizar uma LiPo
- A cablagem não pode ser ligada atrás
- O acabamento da pintura no receiver é facilmente riscada
- O sistema que prende o bolt é algo manhoso depois de desmontado, pode requerer um ajuste minimo


Sumarização:


Tendo já experimentado réplicas com EBB, não tinha a certeza do que esperar desta réplica, e tendo em conta as circunstâncias (sendo a principal o facto de esta réplica, á data da minha encomenda, ainda não estar disponível na Europa), foi um risco que achei que valia a pena correr. A primeira coisa que fiz quando tirei a réplica da caixa foi meter-lhe uma bateria e ver qual era a sensação do disparo; e estou feliz por dizer que, tendo em conta os valores em causa, este foi o maior e melhor risco que decidi correr, pois esta réplica não faz aquela vibração "chinese" como se fosse um telemóvel em modo silencioso. Podemos mesmo sentir o peso de toda a arma a "pontapear" o nosso ombro para trás e para a frente a cada disparo, especialmente em full auto :D . Tenho a certeza que qualquer um que manuseie esta réplica irá automaticamente sorrir de orelha a orelha quando a disparar.


Como plataforma de treino, esta réplica rivaliza com as GBB, e oferece uma consistência de tiro e capacidade de funcionamento sob qualquer temperatura que as GBBs não podem oferecer. Portanto, o facto de ser basicamente uma sólida réplica de treino de origem, por 350€, menos de metade do preço de uma Systema e mais barata do que uma GBBR de origem, faz dela uma soberba compra em termos de qualidade/preço.


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Curiosidades:


Quais são as diferenças entre as gearboxes 2GX e 3GX?


As gearboxes 2GX são a versão melhorada das gearbox V2 das AEG (as primeiras gearboxes V2 da KWA tiveram alguns problemas menores, por isso quando fizeram alterações, a equipa de marketing deu-lhes o nome de 2GX). 3GX é o termo utilizado para as gearbox das ERG.


Quais são os beneficios do KFS (Kinetic Feedback System) quando comparado com outros sistemas de blowback eléctrico?


Para quem tentou outros sistemas de blowback eléctrico de outros fabricantes de AEGs, sentirá pouca ou nenhuma diferença na vibração entre elas. Isso acontece porque, por norma, utilizam o peso e massa da chapa da câmara de ejecção para aumentar o efeito de blowback. Chapas mais pesadas aumentam ligeiramente o efeito de blowback, contudo, causa muito esforço na gearbox e aumenta as possibilidades de haver falhas. Isso ou as chapas da câmara de ejecção serem tão negligenciáveis em termos de peso, que acabamos por nem sentir nada.


A gearbox do sistema ERG não opera através do recuo da chapa da câmara de ejecção, mas sim através de um pesado acessório metálico movimentado por uma mola própria para o efeito no buffer tube. Por isso sente-se imediatamente um efeito similar aquele que se sente nas GBB. Para além do sistema KFS, uma réplica ERG também pára de disparar quando o carregador fica vazio (tal como numa GBB ou arma real). É necessário colocar um carregador cheio e pressionar o bolt stop, de um dos lados do receiver (tal como numa arma real) para voltar á acção.


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Deixo aqui um video que pode explicar uma ou outra coisa que eu não tenha mencionado:


http://youtu.be/Jfo0nSUtp-o[/size]
« Última modificação: Março 13, 2014, 01:02:50 am por Libensborn »

They come marching, believing themselves to be greater than the army of ancients that chained me! When I'm not of their time, their ancestors called me Libensborn, wrath and power, and knew fear!