Autor Tópico: Boina Verde U.S Parte 02  (Lida 560 vezes)

samuka619

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Boina Verde U.S Parte 02
« em: Janeiro 19, 2017, 13:06:41 pm »
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  • ARMAMENTOS E EQUIPAMENTOS

    O U.S. Army Special Forces devem ser capazes de operar com qualquer arma de fogo portátil que exista no mundo. São, portanto, treinadas em praticamente todo armamento que possa ser encontrado em operação em qualquer lugar do planeta.

    Porém normalmente os homens das Special Operation Forces (SOF) usam armamento americano, especialmente hoje em dia o rifle M4/M4A1 de 5.56mm, a pistola M1911/M1911A1 de .45, as metralhadoras M240 e M60 de 7.62mm e as já consagradas sub-metralhadoras da série HK MP-5 de 9mm.
    A identificação principal das Special Operation Forces (SOF) é a cobertura que deu origem ao apelido "Boinas Verdes". A marca de Special Operation Forces (SOF), que se encontra na boina, é uma combinação de flechas com uma adaga, configurando um "X" em relevo. O lema que aparece junto à marca, envolvida por um viés, diz "De Oppresso Liber" (Libertação da Opressão), refletindo a missão. Normalmente o distintivo varia na cor, dependendo do grupo. A graduação dos oficiais encontra-se na própria insígnia. Como acontece com outras forças especiais, os uniformes básicos são os mesmos do Exército americano, embora possa haver detalhes particulares que caracterizam a missão.



    Na verdade, as flechas cruzadas começaram a aparecer nas jaquetas das forças especiais americanas em lugar da insígnia da divisão. Entretanto, as Special Operation Forces (SOF) são tropas completamente abertas e não costumam agir ou se vestir camufladamente, deixando isso para as outras unidades formadas mais recentemente.

    HISTÓRICO DE COMBATE DO U.S. ARMY SPECIAL FORCES
    Quando as Special Operation Forces (SOF) têm um trabalho para fazer, elas acreditam que este deve ser feito rápido, com precisão, e eficazmente, pois normalmente tal tarefa é extremamente complexa, com muitas vidas em jogo, e muitas variáveis desconhecidas. Enfrentando essas condições, os homens nestas unidades não desperdiçam o seu tempo e esforço para expressar sentimentos. Eles são extremamente profissionais, práticos e enfocam à missão que tem a mão, sempre procurando vulnerabilidades nos seus obstáculos ("inimigos") que podem ser exploradas para resolver o problema do modo mais limpo e completo possível.
    Depois da Guerra do Vietnã, não só as Forças Especiais, como todas as Forças Armadas dos Estados Unidos caíram em descrédito público e tiveram momentos difíceis. Aconteceram reduções na Força e nas finanças e o Pentágono teve que se adaptar aos novos desafios. Com Ronald Reagan na presidência dos Estados Unidos a partir de 1981, os militares foram novamente valorizados, especialmente as Special Operation Forces (SOF). Diante da invasão do Afeganistão pela União Soviética, do fracasso no resgate dos reféns americanos no Irã, da instabilidade na América Central, especialmente na Nicarágua, e dos problemas no Líbano, Reagan queria uma América forte e preparada em todos os sentidos.



    Os homens das Special Operation Forces (SOF), estiveram envolvidos em várias operações secretas durante os anos 80 especialmente em Honduras, Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Oriente Médio. É importante destacar que as Special Operation Forces (SOF) estiveram diretamente envolvidas na Invasão de Granada, Operação Urgent Fury (1983), na Força de Paz no Líbano (1983) e na Invasão do Panamá, Operação Just Cause (1989). Os anos 90, com a queda do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética, trouxe um mundo repleto de desafios para as Special Operation Forces (SOF).

    O terrorismo voltou a ser uma ameaça em escala global, explodiram guerras de libertação e os conflitos étnicas sem avolumaram. Além de tudo isto Saddam Hussein e o Oriente Médio exigiram uma grande atenção e envolvimento dos Estados Unidos, tanto a nível político, quanto militar.

    Diante da invasão do Kuwait pelo Iraque, fez-se necessário montar uma grande Coalizão de Nações para expulsar o ditador Saddam Hussein e trazer paz a região.

    Os homens das Special Operation Forces (SOF) foram extremamente importantes no processo de formação, integração e manutenção das forças que compunham a Coalizão. Com uma capacidade excepcional para trabalhar de forma integrada com exércitos estrangeiros, o domínio de vários idiomas e o conhecimento dos costumes de vários países, as Special Operation Forces (SOF) foram de suma importância na Operação Tempestade no Deserto.



    Mas os operadores das Special Operation Forces (SOF) não ficaram apenas na retaguarda do conflito, eles trabalharam com os curdos no Norte do Iraque e com os grupos opositores xiitas no Sul, além de realizarem inúmeras outras operações que ainda permanecem secretas. Após o conflito no Iraque, as Special Operation Forces (SOF) estiveram envolvidas na Somália (1992-1993) em apoio as tropas da Nações Unidas (ONU) que foram enviadas para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e as tropas do General rebelde Farah Aidib. Neste país aconteceu em 1993 um grande incidente envolvendo forças americanas (Deltas e Rangers) e rebeldes de Farah Aidib, quando os americanos montaram uma operação para prender os tenentes de Aidib.

    A operação foi comprometida e morreram 18 americanos e centenas de somalis. As Special Operation Forces (SOF) também estiveram envolvidas no Haiti (1994), quando tropas norte-americanas foram usadas para garantir a posse do presidente eleito, o exilado Jean-Bertrand Aristide, que estava sendo impedido pelo General Raoul Cédras. Diante da grande pressão dos Estados Unidos Cédras cedeu e deixou o governo. Grandes conflitos étnicos aconteceram na região dos Bálcãs na década de 90, e em 1995 tropas americanas, juntamente com as suas Special Operation Forces (SOF), como parte da OTAN são enviadas para a Bósnia com o objetivo de garantir a assinatura formal do acordo de paz entre Sérvia, Croácia e Bósnia.

    Os americanos também se envolveram nos conflitos em Kosovo, e as Special Operation Forces (SOF) estiveram na região travando contato com as forças do Exército de Libertação do Kosovo (ELK) que faziam oposição ao exército iugoslavo. E importante notar que as Special Operation Forces (SOF) operaram tanto em Kosovo quanto na própria Iugoslávia, principalmente nas operações de assinalação de alvos para os aviões da OTAN e no monitoramento do exército de Milosevic. Um capítulo importante das Special Operation Forces (SOF) é a sua contribuição ao combate ao narcotráfico. Desde os anos 80 que os militares americanos estão envolvidos neste tipo de operação, especialmente na América do Sul. Oficialmente assessores americanos treinam e monitoram tropas de vários países sul-americanos na luta contra os traficantes de drogas especialmente em países como a Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Porém muitas das suas operações são secretas e são realizadas em cooperação com a CIA e DEA (Agência anti-drogas americana). Só em 1998 as Special Operation Forces (SOF) realizaram 123 missões de combate ao tráfico de drogas em 104 países.

    As Special Operation Forces (SOF) também desempenharam inúmeras outras missões de apoio a política externa americana como programas de intercâmbio, exercícios militares conjuntos, programas de treinamento e atividades humanitárias. Muitas destas missões foram realizadas de forma bastante discreta e executadas por pequenas equipes. Uma fator importante, que resultou do desmoronamento do império soviético foi a disseminação das armas de destruição em massa, sejam elas químicas, biológicas ou nucleares. Junto com outras agências americanas e em cooperação com outros países as Special Operation Forces (SOF) estão empenhadas até os dias de hoje na monitoração desta grande ameaça.



    Com os ataques terroristas de 11 de setembro, os Estados Unidos empreenderam uma caçada global contra a Al-Qaeda de Osama Bin Laden e outros grupos que o apoiavam. O primeiro lugar onde as tropas americanas foram lutar esta nova guerra foi o Afeganistão e as Special Operation Forces (SOF) tiveram um papel crucial na derrota rápida e decisiva do Taleban neste país. Na execução desta caçada, Special Operation Forces (SOF) também estiveram em outros países como as Filipinas contra o grupo islâmico Abu Sayyaf, Iêmen contra grupos ligados à Al-Qaeda, Paquistão, Somália e Sudão. Militares americanos já visitaram estes dois paises e estão mantendo uma vigilância estreita sobre os mesmos, planos de ataques estão sendo levantados e negociações estão sendo feitas com autoridades locais. As Special Operation Forces (SOF) estão realizando outras operações secretas em vários países, muitas delas jamais chegaram ao conhecimento público.

    No Século XXI o U.S. Army Special Forces investem muito em aprendizado e treinamento. Junto com as habilidades habituais das Special Operation Forces (SOF) e uma ênfase especial em combate urbano, o Centro de Guerra Especial JFK e o Fort Bragg ensinam: odontologia, oftalmologia, medicamento veterinário, interpretação de radiografia, negociação e idiomas exóticos.

    O objetivo é criar uma força que pode verdadeiramente ganhar "corações e mentes" agindo como doutores e ajudando os trabalhadores em uma aldeia do Terceiro Mundo. E também, se for necessário, poder matar ou prender um criminoso de guerra, um grupo terrorista, ou outro adversário. Os soldados especiais do Século XXI são bem diferentes dos guerreiros da época do  Vietnã. Os homens da era do Vietnã eram sujeitos que você não gostaria de encontrar em uma ruela escura. A nova geração de guerreiros especiais mais  se assemelha a um grupo de estudantes diplomados que tem uma forma física excelente.



    Os homens das Special Operation Forces (SOF) não podem se dar ao luxo de esperar regras claras nos futuros campos de batalha, os adversários futuros jogarão por regras e ilegais. Terrorismo, drogas, lavagem de dinheiro, espionagem industrial, informática e assim por diante vai tudo evoluir em formas novas de "guerra convencional" que proporciona aos líderes autoritários os meios para empreender atos de agressão. Para uma força militar que terá que agir secretamente, de forma não-convencional, e com antecedência das crises, o treinamento constante, o aprendizado diligente e o domínio de novas tecnologias é um fator crítico.

    As Special Operation Forces (SOF) foram usadas também na guerra contra o Iraque que se iniciou oficialmente em 20 de março de 2003. Mas para as U.S. Army Special Forces, ela começou alguns meses antes disso.

    Por volta de novembro de 2002 pequenas unidades da CIA, da Força Delta e das U.S. Army Special Forces foram infiltradas no norte, oeste e sul do Iraque, com o objetivo de travar contato com grupo dissidentes locais (especialmente xiitas e curdos) e levantar alvos para a ofensiva aérea. Esse comandos também foram mobilizados para o sul e oeste do Iraque para tentar encontrar lançadores de mísseis Scud que poderiam representar uma ameaça para Israel.

    As Special Operation Forces (SOF) também foram usadas para preparar o ataque a Bagdá. Os seus operadores agiram ao redor e dentro da cidade. Ele sabotaram, definiram alvos e negociaram com oficiais militares iraquianos. Bombas, dinheiro e promessas. Nos combates urbanos que se seguiram foram formadas equipes conjuntas de infantaria ligeira, forças blindadas, engenheiros e forças especiais para atacar alvos específicos, como os principais centros de poder de Saddam.

    Como apoio ao ataque a Bagdá as Special Operation Forces (SOF) dominaram dois aeroportos militares, conhecidos como H-2 e H-3, no deserto ocidental do Iraque. Esses aeroportos foram usados para apoiar ataques de helicóptero, da 101ª Divisão Aerotransportada, contra Bagdá. Além de ter dado ao Exército americano uma plataforma para a caça de mísseis Scud - para tentar ter certeza de que Saddam não os lançaria contra em Israel. Os Estados Unidos também usaram Special Operation Forces (SOF) no norte do Iraque de forma intensa. Em parte para tentar evitar um confronto entre os curdos da região e seus tradicionais inimigos, os turcos e em parte para dar combate a o Ansar Al Islam, um grupo islâmico do leste do Curdistão iraquiano (norte) acusado de ter vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda e Bagdá.



    Os americanos atacaram os seus redutos nas montanhas próximas à fronteira iraniana. E não podemos deixar de falar que unidades de guerra psicológica das U.S. Army Special Forces que "bombardearam" os iraquianos com mensagens que foram transmitidas por uma estação de rádio situada perto da fronteira entre o Kuwait e o Iraque e por um transmissor localizado num avião. As mensagens e os folhetos lançados de aviões diziam que não valia a pena resistir, que não valia a pena morrer por Saddam. As Special Operation Forces (SOF) também tiveram muito sucesso na caçada a Saddam Hussein que foi preso em 2004. Hoje no Iraque as Special Operation Forces (SOF) dão sustentação as forças americanas no combate a focos de resistência iraquianos.